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  • Bigorna.net: Registro Geral: O Quadrinho Brasileiro vai Vencer!
    foram sim utilizadas contudo os animais falantes foram substituídos por crianças com características bem populares e fáceis de serem reconhecidas pelos leitores mirins como o Cebolinha que fala errado ou o Cascão aquele menino que não gosta de tomar banho Resumindo Mauricio soube se aproveitar de uma fórmula reconhecida de sucesso adaptando a à realidade brasileira É claro que nem tudo foi tão simples assim e com certeza outros fatores entraram na jogada como o fato de ter feito um contrato genial com a Editora Abril em 1970 além de conseguir associar seus personagens aos mais diversos produtos de consumo que iam desde marcas de molhos de tomate até cadernos escolares Muita gente ainda pode dizer que isso tudo foi benéfico apenas para o Mauricio e que sua equipe de produção desenhistas roteiristas coloristas etc jamais teve seu devido reconhecimento Não deixa de ser verdade mas podemos citar o exemplo de Marcelo Cassaro que soube usufruir do know how conquistado nos estúdios de animação do Mauricio para dar seguimento à sua carreira de editor e roteirista de renome em suas próprias produções A mesma coisa pode ser dita dos profissionais da Abril que apesar de passarem muitos anos produzindo milhares de páginas de quadrinhos da Disney continuaram no anonimato O estúdio Disney dentro da Abril foi chamado por alguns de cemitério de elefantes pois de acordo com seus críticos teria enterrado na obscuridade do anonimato talentosos artistas do gabarito de um Renato Canini Ledo engano pra não dizer injusto já que durante muito tempo tais profissionais puderam exercer com orgulho a profissão que decidiram abraçar E mais foram bem pagos por isso Outros grandes lutadores A história da produção em quadrinhos no Brasil é tão antiga quanto a americana talvez mais se formos considerar que Angelo Agostini publicou Nhô Quim 26 anos antes do Yellow Kid de Outcault mas o fato é que até hoje não conseguimos sedimentá la como uma indústria Grandes impérios como os da Abril EBAL e RGE que depois virou Globo iniciaram suas atividades como editoras de revistas em quadrinhos mas em raras ocasiões conseguiram emplacar uma HQB e neste caso não podemos citar os quadrinhos da Disney feitos na Abril por serem obviamente personagens estrangeiros A difícil luta pela imposição do produto nacional em bancas começou a ficar forte mesmo em meados dos anos 1950 quando o Código de Ética americano varreu as revistas de terror daquele país abrindo um precedente na produção das mesmas por aqui por pequenas porém heróicas editoras como La Selva Bentivegna JS Fittipaldi e a Continental Outubro Todas do famoso eixo gráfico paulista Moóca Cambuci e Brás Durante o revival dos super heróis na década seguinte autores como Gedeone Malagola e Eugênio Colonnese criaram uma leva considerável de personagens para atender a demanda e até hoje heróis como Raio Negro e Mylar são lembrados pelos mais aficionados Evidente que nenhum deles atingiu a notoriedade de um Fantasma ou Super Homem mas ainda sim por um determinado período de tempo geraram

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  • Bigorna.net: Registro Geral: Eugênio Colonnese: A Trajetória de um Mestre
    o With Compliments um importante prêmio inglês Mas Colonnese ainda estava impressionado com o Brasil terra natal de sua mãe e com a idéia fixa que aqui havia todo um mercado a ser devidamente desbravado Com a criação do Código de Ética nos EUA que cerceava a criatividade e conseqüentemente a qualidade dos quadrinhos ianques uma procura maior por autores e obras nacionais tornou se patente Sendo assim em 1964 Colonnese já estava definitivamente estabelecido em nosso país E logo sua presença foi sentida Com experiência e profissionalismo internacional faria escola a partir de então Começou colaborando com a Editormex onde produziu quadrinhos de romance muito em voga naquele período Mas a sua já notória fama o levaria a colaborar para as mais diferentes editoras do país Outubro GEP Jotaesse Graúna Prelúdio e Saber entre outras mais Em 1967 na ocasião do lançamento dos Super Heróis Marvel no Brasil aqui batizados de Heróis Shell devido ao patrocínio dessa rede de postos de gasolina na 4ª capa das revistas da EBAL e também nos intervalos dos desenhos na TV Bandeirantes um verdadeiro levante de heróis brasileiros tomou de assalto as bancas do país De súbito todo mundo passou a criar super heróis Colonnese sempre atento não poderia ficar de fora e produziu uma gama variada de heróis mascarados seguindo o molde norte americano De sua mente fértil saíram Superargo Gato Pele de Cobra e Mylar o Homem Mistério talvez o mais famoso deles Ainda produziria o X Man nada a ver com os mutantes de Stan Lee e Jack Kirby para o Suplemento de Quadrinhos de Álvaro de Moya Uma verdadeira raridade Como as revistas de terror ainda eram muito populares no Brasil o editor da Jotaesse José Sidekerskis sugeriu que o desenhista criasse um novo título de vampiros Assim ainda

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  • Bigorna.net: Registro Geral: Brasileiro Gosta de Super-Herói!
    Parecia não haver uma linha editorial definida tampouco uma preocupação com o visual das capas Com certeza não havia revisão de texto muito menos um trabalho de copidesque Era evidente que muitas dessas editoras não dispunham de profissionais gabaritados para cumprir tais funções Mas havia exceções Obras que se destacaram das demais por apresentarem textos bem construídos e inteligentes ou ainda pela qualidade da arte Verdadeiros produtos que por um determinado período de tempo geraram burburinho receita cativaram um público leitor e mais importante propiciaram aos seus autores a chance de darem o seu recado Hoje em dia já há um consenso geral que as coisas melhoraram um pouco entretanto o caminho a trilhar ainda é longo Embora atualmente a aceitação ao quadrinho brasileiro seja maior estamos longe de uma produção industrial como é o caso nos Estados Unidos e Japão Quando Mauricio de Sousa se organizou e encontrou recursos para distribuir seus próprios quadrinhos ele cresceu É claro que hoje a situação é bem diferente As marcas registradas em que os super heróis americanos e os personagens de animês se tornaram por si só já garantem o mínimo de retorno financeiro às editoras Ninguém vai querer investir tempo e dinheiro no seu desconhecido personagem Se alguém não aparecer com uma proposta muito boa não terá como convencer os editores brasileiros a publicarem seu material Tentativas isoladas de lançamento no caso com o gênero super herói são cada vez mais raras e em geral não dão em nada Parece coisa de gente caprichosa que insiste em querer fazer prevalecer um gosto todo particular Os inquisidores de plantão logo arrotam seu preconceito Outra tentativa cópia carbono de gringo acaba de sair isto é quando se dignam a tecer comentários Talvez a saída seja mascarar nossos heróis com outros formatos como a

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  • Bigorna.net: Registro Geral: Judoka: Do Gibi para o Cinema
    José de Lima Fernando Ikoma e Floriano Hermeto o que mais se destacou FHAF como Floriano costumava assinar era adepto do estilo europeu e por isso promoveu um visual diferenciado para a revista O Judoka que em sua identidade civil era um jovem estudante tinha como mestre de judô o sábio Minamoto Além disso sua namorada Lúcia era sua parceira no combate ao crime O uniforme do casal era igual um quimono verde e branco e uma máscara tipo a do Robin parceiro de Batman A revista tinha um cunho patriótico que procurava exaltar as virtudes do Brasil Assim o casal de heróis ia a cada edição para um ponto diferente do país O Brasil vivia sob o jugo da Ditadura Militar embalada pelo slogan político Brasil ame o ou deixe o da con gestão do presidente Emílio Garrastazu Médici O gibi agradou e o personagem acabou por fazer o caminho inverso do Capitão 7 que começou na TV e depois virou gibi gerando uma produção cinematográfica com Pedro Aguinaga e Elizângela nos papéis principais O filme estreou nas telas em 1973 mas passou quase que despercebido A popularidade do Judoka começou a declinar aos poucos e logo a revista

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  • Bigorna.net: Registro Geral: Os 40 anos de Raio Negro
    a investir nesse segmento Todas elas do famoso eixo gráfico Moóca Cambuci e Brás Com essa exposição nossos autores ficaram conhecidos e por conseguinte aumentou se a demanda por seus trabalhos que não se restringiria apenas às histórias de terror A boa aceitação do gibi do Capitão 7 que por sua vez valeu se da popularidade do programa televisivo comandado pelo ator Ayres Campos serviu com certeza de barômetro na decisão de se publicar genuínos super heróis brasileiros Um dos pioneiros e talvez o mais carismático de todos foi o Raio Negro de autoria de Gedeone Malagola um dos fundadores da Editora Júpiter que por infelicidade não durou muito Gedeone chegou a roteirizar os gibis do Capitão 7 e do Vigilante Rodoviário e trabalhou com vários profissionais importantes e talentosos entre eles Jayme Cortez Nico Rosso e Sérgio Lima O gibi de Raio Negro foi lançado em fevereiro de 1965 pela GEP Gráfica Editora Penteado de Miguel Penteado Sua história de origem era semelhante a do novo Lanterna Verde da DC Comics criado em 1959 por John Broome e seu traje era quase igual ao do Ciclope dos X Men os famosos mutantes da Marvel Comics O traço simples e os roteiros criativos cativaram os fãs Hydroman e Homem Lua eram outros conhecidos heróis do autor De acordo com os comentários do próprio Gedeone numa republicação da Grafipar de 1981 Apresentei o Homem Lua mas como não era super mandaram me olhar o Green Lantern e às pressas surgiu o Raio Negro com sucesso No mesmo artigo Gedeone lembrou de uma visita de Lee Falk ao Brasil durante o 1º Congresso Internacional de Histórias em Quadrinhos realizado no MASP em 1971 onde o criador de Mandrake ficou bem impressionado com seu traço numa história do Homem Lua Até hoje Gedeone

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  • Bigorna.net: Gibizóide: Oscarito & Grande Otelo
    uma dupla de comediantes que até hoje possui admiradores entusiasmados Oscarito Grande Otelo Apareceram juntos pela primeira vez mas sem ainda formar a dupla consagrada no filme Tristezas Não Pagam Dívidas de José Carlos Burle 1944 Ainda na busca do estrelato puderam ser vistos em Não Adianta Chorar de Watson Macedo 1945 Foi sob a batuta deste último diretor na década seguinte em filmes como Aviso Aos Navegantes 1950 e Aí Vem O Barão 1951 que a dupla virou fenêmeno popular continuando a trajetória em outros filmes bem sucedidos como Carnaval Atlântida e Barnabé Tu És Meu ambos dirigidos por Burle e lançados no ano de 1952 O diretor Carlos Manga esteve na frente dos filmes que são considerados por muitos críticos e admiradores como os melhores estrelados por Oscarito Grande Otelo A Dupla Do Barulho 1953 e Matar Ou Correr 1954 Como era praxe naquela época de grande popularidade das Histórias em Quadrinhos Oscarito Grande Otelo acabaram indo parar nas páginas dos gibis graças a Editora La Selva E ficou a cargo de grandes artistas a transposição da formidável dupla das fitas para os Quadrinhos Jayme Cortez produziu como era marca do talentoso artista luso brasileiro capas belíssimas de cores resplandecentes O roteiro das histórias coube a Flávio de Souza e também Cláudio de Souza ilustrados por outros grandes nomes do Quadrinho nacional o mais renomado talvez tenha sido o alagoano Messias de Mello ilustrador e cartunista até hoje reverenciado por seus contemporâneos Mello já produzia para a La Selva as HQs da famosa dupla de clowns Arrelia e Pimentinha Conforme me relatou Julio Shimamoto ele que também trabalhou na produção de Arrelia e Pimentinha em Quadrinhos o próprio Jayme Cortez reverenciava Messias de Mello como mestre de ousadas perspectivas nos desenhos Outro a ilustrar as aventuras de Oscarito

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  • Bigorna.net: Gibizóide: Raimundo, o Cangaceiro
    Estado até a capital escrita por Minami Keizi e ilustrada por Fernando Almeida A primeira HQ deste gibi é a seqüência imediata do número anterior o bando do cangaceiro Sussuarana do qual faz parte Raimundo acabara de dominar a cidade de Carrasqueira e o líder ameaçava praticar sua justiça peculiar Lanzelotti procura mostrar os cangaceiros como homens cruéis determinados justos com os mais pobres e implacáveis contra os funcionários públicos Mas Raimundo faz questão de frisar que não entrou no cangaço para cometer crimes mas sim para combater as injustiças Éticas do cangaço à parte a passagem por Carrasqueira será marcante para o personagem principal pois perderá o seu padrinho Acácio morto no embate com a polícia e ainda conhecerá um grande amor na pessoa da jovem Jacira a quem Raimundo salvara do nefasto Chico Rastejador que estava pronto para estuprar a moça contrariando as ordens de Sussuarana E esse entrevero Raimundo vs Chico acabará por trazer muita dor de cabeça ao bando de cangaceiros ferido em seu orgulho o Rastejador torna se alcagüete da polícia traindo seus antigos parceiros Com astúcia Sussuarana consegue despistar as volantes mas o problema persistiria na aventura seguinte chamada O Cavalo Fantasma Raimundo sabia que enquanto não desse cabo de Chico Rastejador o delator continuaria a causar problemas Por isso ao lado do inseparável companheiro Rogério partem na busca do vilão Acabam parando num humilde vilarejo chamado Vila de Nazaré onde Chico planejava fuga para São Paulo Nesse local Raimundo fica conhecendo a lenda de um certo cavalo maldito considerado não só indomável mas também assombrado Desafiando a credulidade supersticiosa do povo local ao cair da noite Raimundo consegue domar o animal demonstrando assim que não havia nada de sobrenatural naquele belo espécime de eqüino Enquanto isso Chico Rastejador percebe que as pessoas que

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  • Bigorna.net: Gibizóide: Diário de Guerra - a FEB em quadrinhos
    cada um destes gibis Diário de Guerra 1 estréia com a HQ chamada Mêdo na época ainda se grafava o acento circunflexo escrita por Paroche e ilustrada pelo grande Rodolfo Zalla argentino de alma brasileira Retratando a situação de alguns pracinhas da FEB fala exatamente daquele sentimento ou daqueles sentimentos que mais afligem os soldados de qualquer nação quando a covardia e a coragem se confundem as conseqüências podem ser trágicas É também da dupla Paroche Zalla a segunda história deste primeiro número Cláudia uma fascinante love story nos campos de batalha italianos Um pracinha se apaixona por uma jovem italiana que tivera o rosto deformado por soldados alemães e que ainda haviam matado seu pai A feiúra na face da moça não impede o amor devotado pelo soldado brasileiro De volta ao combate ele tem chance de se vingar dos algozes de Cláudia mas ao retornar para a cidade onde a encontrara receberá uma péssima notícia Completa esta primeira edição de Diário de Guerra Uma Nova Esperança que não fala sobre a FEB mas um relato banal sobre confrontos entre americanos e chineses mas não seriam coreanos não Huum Escrita e desenhada por Osvaldo Talo que assim como Zalla é um argentino apaixonado pelo Brasil se o roteiro parece pouco inspirado seus desenhos dinâmicos muito valorizam a HQ Diário de Guerra 7 traz belíssima capa de Rubens Cordeiro e começa com O Grande Covarde escrita por Milton Mattos e desenhada pelos irmãos Edno e Edmundo Rodrigues o notável autor de Jerônimo Herói do Sertão entre tantos outros personagens em Quadrinhos No confronto com os alemães um soldado da FEB angariava forte antipatia dos oficiais e dos colegas pois se mostrava como um fervoroso cristão e por isso se recusava a tirar a vida de outrem Ganhou o apelido de Bíblia pois vivia citando os versículos sagrados aos companheiros mesmo diante de fogo cerrado Mas quando a cobra vai fumar o lema dos combatentes em ação Bíblia surpreende pela impetuosa coragem e sempre agindo como deve agir um bom cristão Os irmãos Rodrigues se destacam por mostrar nas HQs um estilo que se assemelha ao do mestre Joe Kubert Segue o número 7 com memorável HQ escrita e desenhada por Rodolfo Zalla chamada O Equilibrista que aborda um tema comum à FEB a diversidade dos pracinhas não só regionais mas também nos ofícios profissões dos soldados que formavam as tropas Aqui um telefonista e um equilibrista de circo é quem vão tentar resolver a parada cortando fios que eram essenciais para as comunicações entre os inimigos Esta HQ foi republicada anos depois já na década de 1980 num gibizão da Editora Ninja de Fernando Mendes Pelotão Suicida que é a propósito o nome de outro gibi de guerra contemporâneo do Diário de Guerra mas lançado por outra editora a Jotaesse A sétima edição se encerra com chave de ouro com outra notável HQ da dupla Paroche Zalla Santa Maria Villiana onde o próprio Paroche é o narrador lembrando um episódio

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